Nossa amizade estava tão legal que eu já não pensava mais em amor. Minha admiração por Gabriela aumentava a cada dia. Tudo nos fazia rir, principalmente meus defeitos nativos, eu tropeçava, nunca olhava onde colocara os braços, onde sentava. Ela percebeu que comigo deveria haver um pouco mais de cuidado, caso o contrário, poderia ficar sério o motivo das nossas melhores gargalhadas. Eu já não a via com olhos interessados, mas olhos dedicados a entender cada momento que sua vida alegre me proporcionava. Na frente de meus maiores medos, incertezas e toda forma de dúvidas eu estava, pronto a desvendar com alguém coisas minhas que nunca procurei entender.
Os dias se passaram e depois de certo tempo já tínhamos plena liberdade para sair de casa, voltando antes das nove, claro. Mas sempre excedíamos e chegávamos quase as onze, mas com o tempo ninguém reclama mais. Não cheguei a perceber logo, mas o que eu sentia era amor. Meu modo de trata-la como algo frágil, de falar, e observa-la atentamente me fez perceber o que isso significava. O melhor disso é a forma como ela também me tratava. Em alguns momentos ela copiava meus modos e ao perceber certos sentimentos, não questionava, mas possivelmente dentro de si perguntava o que isso significava. Nós tínhamos calma. Marcamos o nosso primeiro encontro.
Não havia nada preparado, a paisagem era natural. Sob uma ponte turística de nossa cidade, caminhávamos acima do mar, contemplando o iluminar da noite pela Lua. Observando o reflexo de sua luz nas águas, me acalmei e estava a respirar profundamente lentamente. Em um rápido olhar para Gabriela nossos olhos se encontraram e por alguns segundos sentimos a fundo a felicidade de estarmos alí. Então voltei a deseja-la. Eu precisava disso, era mais forte do que eu. Não era algo errado, era praticamente, esperado. Falei:
- Tudo está legal. Essa noite linda, você ao meu lado. Incrível. - Falei ofegante, porém com muita calma.
- Obrigado Dan. Isso aqui está incrível mesmo. Só você para me tirar da rotina. - Comentava ela procurando sempre o mais profundo do meu olhar. Foi então que percebi o clima. Claro, eu era desligado das coisas.
Após o final da ponte, havia um caminho que estendia a ponte em vinte metros, embora não fizesse parte dela. Era o caminho dos corajosos, que iam por livre vontade, em um caminho de três metros de largura, que poderia tropeçar nas pedras e cair ao mar, de tão escuro que ficava lá. Queria alguma aventura. Segurar as mãos dela seria legal para o clima e a espontaneidade do nosso momento. Fiz o convite. Ela não hesitou. Estava tão animada quanto eu. Fomos pelas pedras, chegamos quase no final, faltando muito pouco para descer ao mar. Estávamos em pé, ela abriu os braços para sentir o vento em seu corpo, e para não correr perigo, soltei a mão dela, ficando pouco mais atrás. Ela percebeu e virando o rosto ela pediu que eu me aproximasse. Uma de suas mãos pegou meu braço e envolveu-o em sua cintura, fiz o mesmo com a outra. Porém, sem exageros não apertei. Até que ela fez isso.
Foi então que percebi seu rosto estava virado para mim.
Seus olhos mais brilhantes, seu pequeno sorriso e a leveza de seu cabelo mostrava tranquilidade. De certa forma expressava amor. Aproximei seu rosto ao seu e lentamente a beijei. Retornamos alguns segundos, senti sua resp

- Tudo está legal. Essa noite linda, você ao meu lado. Incrível. - Falei ofegante, porém com muita calma.
- Obrigado Dan. Isso aqui está incrível mesmo. Só você para me tirar da rotina. - Comentava ela procurando sempre o mais profundo do meu olhar. Foi então que percebi o clima. Claro, eu era desligado das coisas.
Após o final da ponte, havia um caminho que estendia a ponte em vinte metros, embora não fizesse parte dela. Era o caminho dos corajosos, que iam por livre vontade, em um caminho de três metros de largura, que poderia tropeçar nas pedras e cair ao mar, de tão escuro que ficava lá. Queria alguma aventura. Segurar as mãos dela seria legal para o clima e a espontaneidade do nosso momento. Fiz o convite. Ela não hesitou. Estava tão animada quanto eu. Fomos pelas pedras, chegamos quase no final, faltando muito pouco para descer ao mar. Estávamos em pé, ela abriu os braços para sentir o vento em seu corpo, e para não correr perigo, soltei a mão dela, ficando pouco mais atrás. Ela percebeu e virando o rosto ela pediu que eu me aproximasse. Uma de suas mãos pegou meu braço e envolveu-o em sua cintura, fiz o mesmo com a outra. Porém, sem exageros não apertei. Até que ela fez isso.
Foi então que percebi seu rosto estava virado para mim.
Seus olhos mais brilhantes, seu pequeno sorriso e a leveza de seu cabelo mostrava tranquilidade. De certa forma expressava amor. Aproximei seu rosto ao seu e lentamente a beijei. Retornamos alguns segundos, senti sua resp