Forró. Eu cheguei e estão ouvindo forró. Na rua algumas donas de casa desesperadas para colocar o lixo nas calçadas, enquanto outras gritam: "meniiiiino, sai do mei da rua!". Acho muito tosco mães de dezessete anos gritando com seus filhos de três, mas tudo bem. Não é da minha conta. Ainda bem que eu não preciso gritar também somente pra minha mãe abrir o portão. Aqui nós guardamos a chave do cadeado no canto esquerdo ao lado de dentro da casa. Nem precisou abrir que minha mãe já vem com uma cerveja na mão, cantando esse forró. Oh, Deus!
- Miguel você nem pra me ligar! O que custava? Desde que horas você está aí? Vai querer almoçar? - Indagou minha mãe sem parar.
- O que a senhora quer que eu responda primeiro? - Respondi confuso. - Eu posso pelo menos colocar a minha mochila no sofá? Estou cansado, foram cinco horas de viagem, quero descansar um pouco, mãe.
- Deite lá na sua cama.
- Aqui no sofá está bom, só vou ficar deitado, mãe.
Ela não gostou por ter que desligar o som, mas eu achei a melhor coisa do mundo. E quanto ao resto, ah, Melissa, eu tenho que resolver mesmo alguma coisa? Eu nunca entendi a sua forma de amar. Discreta e simples, guardava um sentimento por mim. O tempo passou, e ficou mais claro. Eu também sentia, mas nunca quis falar, de fato. Eu encontro muita dificuldade onde não tem. Não me acho bonito, e creio que isso conta pra ela. Sempre atraente aos olhos dos mais exigentes, eles fazem de tudo para chamar a atenção de Melissa. Fico constrangido por saber que a nossa imagem não combina. Não mesmo. Ela tem um gênio meio rude, finge que é simpática e que ama os animais, mas não tem paciência com ninguém.
Eu gosto de conversar com ela e ela comigo. Formamos uma dupla tão incrível de amigos que nem sei porque namoramos. Se bem que isso aconteceu sob muita pressão. De momento, claro. As vezes uma brincadeira meio sincera demais, acaba virando um palco para muitas verdades ocultas, que aparecem em tom de "tava só brincando". Melissa tinha um sorriso lindo e uma incrível maneira de me fazer feliz. Eu me sentia bem passando as noites jogando Uno, dominó e dama com ela. No MSN a nossa diversão continuava e a noite não parecia ter fim.
Um dia você entende que a pessoa ao seu lado te faz feliz de um jeito único, bobo e simples. Mesmo que não fale, sempre fica um gostinho de quero mais. Sorrir sem motivo, sentir vontade de ligar e falar dessa pessoa o tempo todo não é motivo de vergonha. O que importa é ser feliz do jeito somos ou como pensam que nós devemos ser?
Mas como tudo que é bom acaba, essa relação também tem os seus problemas. Muitas vezes eu precisei... Sentir que estava... Livre! Mas...
- Miguel vai pra cama! - Ouvi meio torto, olhei meio embaraçado, mas entendi.
- Tô dormindo não, mãe.
- Miguel você nem pra me ligar! O que custava? Desde que horas você está aí? Vai querer almoçar? - Indagou minha mãe sem parar.
- O que a senhora quer que eu responda primeiro? - Respondi confuso. - Eu posso pelo menos colocar a minha mochila no sofá? Estou cansado, foram cinco horas de viagem, quero descansar um pouco, mãe.
- Deite lá na sua cama.
- Aqui no sofá está bom, só vou ficar deitado, mãe.
Ela não gostou por ter que desligar o som, mas eu achei a melhor coisa do mundo. E quanto ao resto, ah, Melissa, eu tenho que resolver mesmo alguma coisa? Eu nunca entendi a sua forma de amar. Discreta e simples, guardava um sentimento por mim. O tempo passou, e ficou mais claro. Eu também sentia, mas nunca quis falar, de fato. Eu encontro muita dificuldade onde não tem. Não me acho bonito, e creio que isso conta pra ela. Sempre atraente aos olhos dos mais exigentes, eles fazem de tudo para chamar a atenção de Melissa. Fico constrangido por saber que a nossa imagem não combina. Não mesmo. Ela tem um gênio meio rude, finge que é simpática e que ama os animais, mas não tem paciência com ninguém.
Eu gosto de conversar com ela e ela comigo. Formamos uma dupla tão incrível de amigos que nem sei porque namoramos. Se bem que isso aconteceu sob muita pressão. De momento, claro. As vezes uma brincadeira meio sincera demais, acaba virando um palco para muitas verdades ocultas, que aparecem em tom de "tava só brincando". Melissa tinha um sorriso lindo e uma incrível maneira de me fazer feliz. Eu me sentia bem passando as noites jogando Uno, dominó e dama com ela. No MSN a nossa diversão continuava e a noite não parecia ter fim.
Um dia você entende que a pessoa ao seu lado te faz feliz de um jeito único, bobo e simples. Mesmo que não fale, sempre fica um gostinho de quero mais. Sorrir sem motivo, sentir vontade de ligar e falar dessa pessoa o tempo todo não é motivo de vergonha. O que importa é ser feliz do jeito somos ou como pensam que nós devemos ser?
Mas como tudo que é bom acaba, essa relação também tem os seus problemas. Muitas vezes eu precisei... Sentir que estava... Livre! Mas...
- Miguel vai pra cama! - Ouvi meio torto, olhei meio embaraçado, mas entendi.
- Tô dormindo não, mãe.
Será exibido em 09/10/2012, às 19 horas.

